Gainsbourg Imperial
Dentro da programação Ano da França no Brasil foi maravilhoso rever o quanto importante foi a cultura francesa para com essa terra mãe gentil. A França foi pra nossa cultura um berço de civilização e cultura. Foi essa cultura que nos deu a USP – Universidade de S. Paulo e foi na Sorbonne que alunos da USP se tornariam mestres. Foi a França que nos anos 50 embalou a nós brasileiros e aos americanos a angústia da guerra fria onde a guerra atômica poria fim ao mundo. Jazzistas rumaram a França numa diáspora provocada por uma reação ao movimento dos direitos civis dos negros e pelo mercado que via no rock um novo jeito de ganhar dinheiro. Em Paris cabarés eram palcos de improvisações onde a poesia, jazz e dança juntos mostravam a angústia de viver nesses tempos. Hoje, esse tipo de manifestação tem nome, performance, na época eram conhecidas como existencialistas. Foi um fenômeno mundial, nos Estados Unidos surgiram os beatnics. Na França surgia os poetas e letristas como Serge Guinsbourg, Jacques Brel, Michael Polnaref e Jacques Dutronc. Era o existencialismo na sua totalidade. Como amar se a vida não é perfeita, o mundo vai acabar e temos de ser felizes agora. E se tornaram poetas, letristas, atores, diretores de filme a tratar desses tempos. Malditos por se embriagar, brigar, fugiam do bom mocismo que a França esperava dessa geração pós guerra.
Dentro da programação Ano da França no Brasil foi maravilhoso rever o quanto importante foi a cultura francesa para com essa terra mãe gentil. A França foi pra nossa cultura um berço de civilização e cultura. Foi essa cultura que nos deu a USP – Universidade de S. Paulo e foi na Sorbonne que alunos da USP se tornariam mestres. Foi a França que nos anos 50 embalou a nós brasileiros e aos americanos a angústia da guerra fria onde a guerra atômica poria fim ao mundo. Jazzistas rumaram a França numa diáspora provocada por uma reação ao movimento dos direitos civis dos negros e pelo mercado que via no rock um novo jeito de ganhar dinheiro. Em Paris cabarés eram palcos de improvisações onde a poesia, jazz e dança juntos mostravam a angústia de viver nesses tempos. Hoje, esse tipo de manifestação tem nome, performance, na época eram conhecidas como existencialistas. Foi um fenômeno mundial, nos Estados Unidos surgiram os beatnics. Na França surgia os poetas e letristas como Serge Guinsbourg, Jacques Brel, Michael Polnaref e Jacques Dutronc. Era o existencialismo na sua totalidade. Como amar se a vida não é perfeita, o mundo vai acabar e temos de ser felizes agora. E se tornaram poetas, letristas, atores, diretores de filme a tratar desses tempos. Malditos por se embriagar, brigar, fugiam do bom mocismo que a França esperava dessa geração pós guerra.
Suas musas, bonitas e despidas de pudor eram as que melhor podiam expressar naquela voz suave e meiga o que passava na alma francesa daquela geração. Estavam lá para serem amadas, Jane Birkin, Anna Karina, Françoise Hardy, Mirrele Darc, Brigitte Fontaine, Juliette Greco, Silvie Vartan, Marie Laforet. E foi um pouco disso que se viu no palco do SESC Pinheiros onde a Orquestra Imperial prestou uma homenagem a Serge Gainsburg. Das 21 músicas apresentadas 15 eram de Gainsburg cantadas por Thalma de Freitas e Nina Becker cantoras da Orquestra Imperial, por Caetano Veloso e a Jane Birkin. Músicas delicadas e de sentimentos profundos que a orquestra, que tradicionalmente toca músicas mais ritmadas soube dar conta. Participaram da homenagem o maestro Jean-Claude Vannier que trabalhou com Gainsbourg que e foi responsável pelos arranjos. Hoje a música francesa é tudo menos o que foi apresentado no palco. A hegemonia da música americana na Europa principalmente na França nasce da idéia de que tudo o que era feito nos Estados Unidos é moderno e a França precisava se modernizar. Hoje, a música francesa é muito mais o que é composta por imigrantes africanos que lá se refugiaram do que o acordeon das noite parisienses. Hoje a droga supre tudo o que a música no passado ajudava a lidar e essa geração foi importante principalmente quando se vê que os poetas eram muito feios e as musas eram bonitas e nós pobres adolescentes desajeitados também teríamos chance de amar uma musa tão bonita quanto as francesas.

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